Cânhamo

Marrocos simplifica o registo de produtos de canábis

Published

on

PUBLICITE

A Agência Marroquina de Medicamentos e Produtos de Saúde (AMMPS) e a Agência Nacional para a Regulamentação das Actividades Relacionadas com a Cannabis (ANRAC) assinaram um memorando de entendimento destinado a simplificar e harmonizar os procedimentos de registo dos produtos à base de canábis.

Assinado em Rabat por Samir Ahid e Mohamed El Guerrouj, o acordo baseia-se na lei n.º 13-21, que rege as utilizações legais da canábis no país. Demonstra um compromisso contínuo das autoridades marroquinas para acelerar o desenvolvimento da indústria marroquina de canábis.

Procedimentos simplificados para os operadores

No centro deste acordo está um objetivo central: simplificar os procedimentos administrativos. Até agora, o registo de produtos à base de cannabis podia constituir um obstáculo para os operadores, devido a procedimentos considerados complexos ou pouco claros.

Através desta parceria, a AMMPS e a ANRAC pretendem melhorar a sua coordenação, de modo a acelerar o processamento dos pedidos. As empresas que pretendam comercializar produtos derivados da canábis deverão assim beneficiar de um enquadramento mais claro, com passos administrativos mais bem definidos.

Esta simplificação visa igualmente favorecer a emergência de um ecossistema económico centrado na canábis medicinal, que ainda está a dar os primeiros passos em Marrocos. Ao facilitar o acesso ao mercado, as autoridades esperam encorajar o investimento, ao mesmo tempo que regulamentam estritamente as práticas.

O protocolo prevê também a implementação de mecanismos rigorosos para garantir a qualidade, segurança e conformidade dos produtos.

A AMMPS, enquanto entidade reguladora dos medicamentos, mantém um papel central na avaliação científica e sanitária. Qualquer produto destinado ao mercado deve cumprir padrões rigorosos alinhados com as normas internacionais. Os produtos à base de canábis, nomeadamente os de uso terapêutico, devem portanto demonstrar a sua eficácia e segurança antes de serem comercializados.

O que está em jogo é também internacional. Ao respeitar as normas mundiais em matéria de regulamentação farmacêutica, Marrocos pretende reforçar a sua credibilidade no mercado de exportação da canábis medicinal.

Trending

Exit mobile version